[Resenha] A Indomável Sofia - Georgette Heyer #02


Sinopse: Sofia Stanton-Lacy é alegre, impulsiva e de uma franqueza desconcertante, características que não combinam com o que se espera de uma mulher em sua posição na sociedade londrina do início do século XIX. Educada durante as viagens de seu pai, órfã de mãe, ela chega à casa de sua tia em Berkeley Square para derrubar as convenções e surpreender a todos com seus modos independentes e sua língua afiada. E Sophy parece ter chegado no momento certo: seus primos estão com muitos problemas. O tirânico Charles está noivo de uma jovem tão maçante quanto ele, já Cecilia está apaixonada por um poeta, e Hubert tem sérios problemas financeiros. A prima recém-chegada decide então ajudar a todos com sua determinação e impetuosidade, e acaba enfrentando agiotas, roubando os cavalos de seu primo e atirando de raspão em um honrado cavalheiro. Embora sejam sempre mirabolantes e arriscados, seus planos sempre dão certo e tudo parece estar sob seu controle. O que ela não espera, porém, é que seu primo Charles, que aparentemente não vê a hora de arrumar um marido para ela, de repente passa a enxergá-la com outros olhos...

Autora:  Georgette Hayer | Editora: Record | Ano: 2016 | Genero: Romance de época| Paginas: 406  

Classificação: 5 estrelas!

Minha opinião:
É sem dúvida uma leitura maravilhosa. Não senti um pigo de tédio nesta história e a escrita da autora é tão boa que me tornei imediatamente sua fã.
A indomável Sofia é um romance de época, ouso dizer que mesmo se passando em Londres no século XVIII, como quase todos os outros romances históricos ele não me fez, em nenhum momento pensar na palavra "clichê", pois a história e principalmente os personagens são muito originais, únicos.


Tudo começa com a visita do Sir Horace à sua estimada irmã Lady Ombersley. Ele pede que tome conta de sua filha Sofia e arrume para ela um bom casamento enquanto ele viaja para o Brasil. Ele garante à irmã e ao sobrinho Charles Rivenhall que Sofia é uma moça excelentemente educada e boazinha, por isso não terão problemas. Assim, tudo fica acertado para a estadia de Sofia na mansão dos Rivenhall.

A imagem que a família inteira construíra de Sofia Staton-Lacy , foi totalmente desfeita com sua chegada. Eles imaginavam um jovem tímida, delicada e frágil. Contudo, Sofia não é uma menina, mas uma mulher decididamente independente. Ela foi sim, muito educada, sorridente, contudo, não deixava de expressar sua sensata e mais sincera opinião sobre o que via. Sofia estava longe de ser uma orfã de mãe triste e ingênua.
“Mas ninguém poderia esquecer Sophy, mesmo se não pudesse se lembrar da forma do seu rosto ou da cor dos seus olhos.”
A prima mais velha, Cecília logo se apegou muito a Sophy. As crianças e até o primo do meio, Hubert também. Todavia, Charles que controlava tudo na casa, desaprova o modo como ela agia e tentava a todo custo colocá-la na linha. As discussões dos dois para mim foram épicas. Eu ria muito com o modo com que Sofia lhe dava com o primo. Ela se mostrou uma heroína além de esperta. Ela tinha uma extrema sensibilidade de prever as pessoas e um audacioso calculo e pensamento de como iria resolver os problemas, mesmo quando não eram dela. Ela era bondosa, corajosa e sabia muito bem manipular para que tudo no fim desce certo.

Outro personagem que me fez rir muito foi a Srta. Wraxton. Não que ela fosse divertida, de forma alguma. Mas eu achei impressionante como ela sempre tentava derrubar Sophy perante os olhos do Sr. Rivenhall e, de como Sophy sempre se safava, mesmo quando a própria aprontava com a Srta. Chata. Afirmo que não odiei a personagem, até vi algumas, poucas qualidades dela, mas a coitada era muito chata, mesmo.

O Sr. Rivenhall ou Charles, como preferirem era tão nobre que eu sentia dó quando a Sophy aprontava com ele. Sim, ele era um pouco autoritário e controlador, mas seus motivos vão sendo revelados no decorrer da história. Tudo o que ele fazia era pelo mais puro bem da família. E eu ficava encantada cada vez que mesmo ao brigar com Sophy, quando ela virava as costas ele a defendia honestamente perante as outras pessoas.
“Tenho muitos defeitos, mas não sou indolente nem medrosa, embora isso, sei muito bem, não seja uma virtude.”
Conclusão:
As travessuras de Sophy eram sem dúvida os pontos climax da história. Era quando eu me pegava rindo do nada, as vezes até estando diante de outras pessoas. Eu ficava ansiosa por cada vez que Charles vinha dar uma bronca em Sophy, só para vê-los discutir, só para vê-la se explicar dizendo: - Meu querido primo... / - Meu querido Charles...
Enfim, foi uma história maravilhosa, com mais de 400 páginas que li em apenas dois dias. Tudo é descrito tão naturalmente que fica difícil você achar que é apenas uma ficção. O livro te prende, te faz ficar apreensiva e vai de pouquinho a pouquinho acrescentando a intimidade e admiração entre Sofhy e Charles... O final é sensacional!

Citações:
''A surpresa é a alma do ataque!''
"Eu não a amo. Detesto-a intensamente! - Replicou com aspereza."
"O Sr. Rivenhall fechou a porta atrás deles e, de uma maneira muito rude, tomou-a nos braços e beijou-a."


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