[Resenha] Um reino de sonhos - Judith McNaught #24

Sinopse: Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor.
Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.


Editora: Bertrand Brasil / Ano: 2018 / Gênero: romance histórico / Paginas: 378 

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Um reino de sonhos é o romance que inaugura a série da Dinastia Westmoreland escrita por Judith McNaught. Neste primeiro livro, a história se passa no ano de 1497, tendo como foco a personagem Lady Jennifer Merrick, uma jovem escocesa, que apesar de ser a única filha biológica do Lorde Merrick, chefe de um grande clã da Escócia, está trancada em um convento por não se comportar como mandam os “bons costumes” da sociedade.

Eu fiquei admirada com a Jennifer! Ela é bastante jovem e ainda assim possui uma personalidade forte, leal, sincera e intensa. Personalidade esta, que não é oprimida pelo fato de ser mulher e ter que viver numa sociedade retrógrada e machista. A força de vontade e a coragem estão tão enraizadas em Jennifer que a tornam ainda mais “rebelde” e obstinada, e isso faz com que ela não desista dos próprios desejos e não se intimide diante das dificuldades, nem quando é sequestrada e entregue ao Lobo Negro, inimigo declarado de toda a Escócia.

“Que tipo de homem, Jenny se perguntava freneticamente, colocaria as mãos em freiras, ou quase freiras, sem consciência ou medo de castigo, humano ou divino? Nenhum homem faria isso. Somente um demônio e seus discípulos teriam essa  ousadia.”

O conde Royce Westmoreland é um guerreiro inglês, que luta por seu rei e seu país. Admirado por suas inúmeras conquistas nas batalhas que travou e tido como um herói da Inglaterra, Royce, o Lobo Negro, não vê problemas em fazer reféns para evitar um massacre com o inimigo, e é exatamente isso que acontece, quando seu irmão sequestra Jennifer e Brenna Merrick, as filhas de um lorde escocês do clã Merrick.

Devo confessar que as primeiras impressões que tive de Royce não foram as melhores. Não me agradava vê-lo na condição de raptor das garotas Marrick, vê-lo aproveitando-se das difíceis circunstâncias de Jennifer enquanto a seduzia, aproveitando-se ainda dela ser bastante jovem e inexperiente. E, por vários capítulos eu fiquei com esse sentimento ruim, de negação com este personagem, que é um dos protagonistas do livro.

"- Não foi de minha vontade ir para a sua cama - respondeu, em um sussurro abafado. Desviando o olhar envergonhado dos olhos cinzentos de Royce, virou a cabeça e acrescentou: - Mas, depois que estava lá, também não tive vontade de sair."

Então, a cada capítulo que eu deixava para trás, sentia-me tensa, andando numa linha tênue entre o ódio e o amor que Royce despertava em mim. Ele foi me cativando conforme eu avançava na história e o compreendia mais, afinal, ele era um guerreiro do século XIV, e, mostrava-se cada vez mais como um homem honrado, apaixonado e extremamente encantador, digno de admiração.

O romance neste livro desenvolve-se relativamente rápido e é bastante sensual. Me incomodei um pouco no início com a intensa entrega dos personagens, mas conforme eles se conheciam melhor todo o desejo e a tensão sexual tornava-se mais interessante e coerente, assim como o enredo desenvolvido. E o mais importante, é que aqui não lemos apenas um livro de romance, há outras coisas relevantes acontecendo na história, que foi muito bem estruturada pela autora, assim como a construção dos demais personagens do livro e do verdadeiro antagonista.

São tantas as emoções que esta história me proporcionou que é impossível não favoritá-la! Senti-me feliz, dei boas risadas, mas também senti-me enfurecida, aflita e triste em alguns momentos. E eu acho que é isso mesmo que um livro deve despertar ao leitor que o ler, despertar diversas emoções, apresentar personagens que o cativarão e outros que despertarão seu asco. Foram quase quatrocentas páginas que passaram rapidamente e eu terminei querendo mais. Este foi o meu primeiro contato com a escrita da autora  Judith McNaught, e eu me encantei com sua escrita. Fica então aqui a minha indicação de hoje. 

Abraços,  Geisi. 0/

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