20 setembro 2020

A menina feita de espenhos - Fabiane Ribeiro #35

 

Sinopse: Eu nasci assim. Com espinhos venenosos sobre toda a minha pele. Repelindo, assustando e repugnando as pessoas. Eu aprendi, após receber tantos olhares de repugnância, que há beleza em tudo. Há beleza na tristeza e na dor, até mesmo na raiva. E há beleza na vida, em suas despedidas e desencontros. Este livro é para aqueles que sabem conviver com espinhos, aceitam o diferente e amam sem medos e preconceitos. Para quem sabe que vai sentir dor em vários momentos da vida, mas não desiste. Quem gosta de giz de cera, bichos de pelúcia e rosas vermelhas. Para os que sabem chorar. De verdade. Não apenas derramar lágrimas. E veem beleza em tudo. Absolutamente¬ tudo. Mas se você não é assim, este livro ainda é para você, porque celebra as diferenças. 

Editora: Universo dos livros | Ano: 2015 | Gênero: ficção brasileira | Páginas: 344 | Classificação: 5/5


Então, eu tenho esse livro já a bastante tempo na minha estante. Iniciei a leitura uma vez e não gostei muito. Até que um dia resolvi dar outra chance ao livro. Confesso que o começo da história não me cativou muito. Mas eu estava decidida a terminar a leitura, que acabou me surpreendendo.


O livro é muito bom e possui uma mensagem intrínseca que nos leva a um aprendizado enorme. O enredo é dividido em nove “atos” e conta a história de um caso raro, no qual Kat, uma menina que nasce com espinhos venenosos que machucam até ela mesma, e que mataram sua mãe no parto. Ela é criada pelo pai com muito amor e zelo. Apesar de nunca poder tocar em ninguém e requerer bastante cuidados como roupas e sapatos acoiceados, ela cresce relativamente feliz até sua adolescência, quando passa a se sentir feia e um monstro. 
“A vida é uma coleção de momentos que juntos formam um livro.”
O livro conta toda sua trajetória de vida, seus medos e descobertas de coisas que gosta e pode fazer: como desenhar com giz de cera no sótão da cabana onde vai com o pai de vez enquanto. Ela adora rosas vermelhas que como ela tem espinhos, bichos de pelúcia aos quais pode abraçar, a natureza e a chuva no qual sente como se estivesse sendo tocada. 
“Minha luta se tonou mais silenciosa e solitária que qualquer outra.”
 Kat sofre bastante preconceito na infância até se mudar para cabana no campo que é seu paraíso, onde ela faz um amigo, Mica, com quem passa a brincar. Ela acolhe um cavalo, ao qual se apaixona e se torna mais um companheiro. Com o passar dos anos ela amadurece, decide ir visitar a cidade, é apedrejada e tratada como um animal, o que faz com que fique reclusa por dois anos em profunda depressão. Kat tem certeza que nunca encontrará o amor, e ela o encontra inesperadamente. 
“- Como você acha que seria se a gente se beijasse? ... 
... – Acho que seria leve como o bater de asas de uma borboleta.”
Enfim, este é um livro que dentro de suas metáforas fala das dificuldades (espinhos) e superações (rosas) da vida de cada um, do preconceito das pessoas, de como o feio pode ser bonito por dentro ou como algo feio para um é bonito para outro. Fala sobre o amor verdadeiro, sobre bondade, despedidas, cicatrizes, e nos deixa um recado: o diferente também pode ser amado.

Por: Aninha.

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