13 setembro 2020

Um amor como vingança - Mônica Cristina #34



Sinopse: Leon Stefanos e seus irmãos carregam marcas de um passado difícil, agora estão adultos e buscam vingança contra seu grande inimigo. O homem que destruiu suas vidas ainda na infância. Leon está disposto a ir além de seus limites, a vingança não é apenas contra seu inimigo, mas toda sua família, será que a inocente Melissa Kalimontes pode convencer Leon a esquecer o passado e o peso de seu sobrenome? Será que um amor pode superar a sede de vingança? A primeira história sobre os irmãos Stefanos.

Editora: JMV Editora | Ano: 2018 | Gênero: Romance contemporâneo | Páginas: 362 | Classificação: 5/5




Gente, sou muito suspeita para falar dos livros dessa autora, porque eu simplesmente os amo! Mônica Cristina tem uma escrita maravilhosa. Este é o primeiro livro da série “Paixões Gregas” que contam com onze livros e um conto. Essa história foi postada primeiramente nas plataformas do “Nyah! Fanfiction” e “Wattpad”. Posteriormente, o livro saiu em formato digital pelo “Kindle”, e, felizmente está sendo publicado agora em formato físico. 




O enredo gira em torno de quatro irmãos que foram expulsos ainda pequenos com seu pai de sua terra natal. Uma pequena ilha da Grécia chamada Kirus. Ao chegarem a um país estrangeiro, sem nem saber o idioma do local, eles ficam perdidos quando o pai — sucumbido pela tristeza e bebedeira — falece. Na atualidade da história, os protagonistas são adultos e deram a volta por cima, estando entre as dez pessoas mais ricos do mundo. 

 Leon Stefanos, o mais velho dos irmãos, quer se vingar de Quiron Kalimontes, o amante de sua mãe que os expulsou de sua terra natal. Depois de ter comprado a ilha inteira, ele pretende voltar e dar início a tão esperada vingança, que não abrange somente Quiron, mas também sua filha, a doce e ingênua Melissa Kalimontes, a qual descobriu a existência recentemente. Seu plano é expulsá-lo com sua amante, o deixando sem nada, como ele fez com eles. E sua vingança também incluiu humilhar Melissa, que ele acreditar ser uma garota mimada e gananciosa como o pai. 

“Não me preparei como devia para o encontro e me dou conta disso no momento em que ponho meus olhos no anjo que tenho de pé, no meio da minha sala... Melissa encara o chão e aperta a mala pequena nas mãos como se ali tivesse sua salvação.” 

O melhor dos livros da Moni, é que são narrados em duas ou mais pessoas. Assim conseguimos vislumbrar o ponto de vista de cada personagem que protagoniza a história. Melissa, ao contrário do que pensa Leon, é inocente — até demais. Ela é praticamente uma escrava de Quiron. Nunca sequer foi tratada como filha por ele. Nunca deixou a casa do pai, além de sofrer maus tratos pelo mesmo. Melissa se assusta quando o pai a manda arrumar suas coisas e ir para casa de Leon — exigência dele que a comprou. Com o destino incerto e com medo ela obedece. Pensando o pior de Leon, quando chega se depara com o homem mais lindo que já viu. Leon também não estava preparado para a beleza da jovem, chegou até compará-la com a Deusa Afrodite. 

“Ela não é daquele jeito, não pode ser. Ninguém é tão suave como Melissa, ninguém criado por Quiron Kalimontes pode ser.” 

Com o tempo, Leon vai percebendo que Melissa não é nada do que ele imaginava, ficando confuso muitas vezes, acha que tudo é um plano dela se fingindo de inocente. Melissa é uma pessoa linda e humilde, logo ela faz amizade com os empregados da casa e passa a ajudar quando Leon não está. Ela cultiva sentimentos por ele, os quais acredita serem impossíveis, uma vez que ele parece odiá-la. 

“Eu sei que ele nunca me olhará com amor. Não poderia e aceito isso... Ele gritou, mas também me beijou e foi perfeito.” 

Enfim, este é um romance bem construído e estruturado, cheio de reviravoltas e cenas incrivelmente românticas. Nos mostra o valor da família e abre os nossos olhos para muitas questões importantes. Super recomendo, não somente esse, mas todos os livros da autora. 

“Não consigo ter raiva dele. Não queria olhar em seus olhos para não me derreter. Quando meu olhar cruzou o dele ontem, foi o bastante para eu desejar correr para ele e esquecer tudo.”


Por: Aninha.

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